Maria, figura da sacralidade de toda mulher

Caríssimos: que Deus guarde os meus filhos e filhas paroquianos.

A comemoração do mês de maio projeta maior luminosidade na rica compreensão do mês consagrado à Virgem Maria, nossa mãe.
Iluminada pelo Filho Ressuscitado, Maria Santíssima nos impulsiona a uma experiência maior a partir de seu testemunho com aquele que, sendo Deus, realizou maravilhas ao olhar a humildade de sua serva. E na contemporaneidade precisamos descobrir que Ele continua realizando as mesmas maravilhas em quem crê no seu infinito amor.

Padre Zezinho, inspirado pelo Espírito Santo canta rezando: “em cada mulher que a terra criou, um traço de Deus Maria deixou”. Deste modo, é Deus mesmo em seu poder de misericórdia que revela a compreensão do significado da mulher envolto a totalidade da história da vida com uma força dinâmica repleta de propriedade. Toda mulher inspirada na beleza dos dons deixa na terra e no coração do mundo os traços belos do grande Inspirador, Deus.

A Igreja nos ensina que na beleza do mistério salvífico a mulher se encontra no coração de tal plano sob a figura concreta de Maria, mãe de Jesus, o filho eterno de Deus. Ela se fez obediente, ela abriu as portas do coração para acolher o amor divino e estar em contato com o Evangelho feito carne que traz significativas lições, que iluminam a dignidade de todas as mulheres. O Espírito Santo fecundando Maria, revela que na condição comum de criatura humana, todas as mulheres guardam também uma sacralidade advinda da filiação a Deus, sua imagem e semelhança.

É fascinante quando recebe como dom a graça da maternidade e passa ainda mais a percorrer os caminhos da história humana em seus enfretamentos exitosos no combate ao mal e a luta pela justiça para manter a dignidade de sua família, sobretudo de seus filhos. Por isso, toda mulher se torna uma sacralidade revelada como fonte inesgotável da ética e da moral por apresentar a força dos valores, das referências e das tradições que expressa de uma forma importantíssima o cerne cultural necessário para manter e garantir uma sociedade sadia marcada pelo do Evangelho da vida.

Enfim, que neste mês mariano possamos ainda mais, sob a luz do Ressuscitado, unir-nos a Virgem Maria, nossa mãe, e rezarmos pelas mulheres pois, como ensina São João Paulo II, “toda mulher, em sua feminilidade, é um profetismo com força educativa permanente desde o fundamento do desígnio eterno de Deus”.

Com todo afeto, abençoa-vos, vosso Padre,

Pe. Efferson Andrade

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