A experiência missionária para fecundar a cultura do encontro

Caríssimos: que Jesus guarde os meus filhos e filhas paroquianos!

Neste milênio a história da humanidade anseia por grandes revoluções e experimenta como toda a sociedade os inúmeros avanços tecnológicos e, em torno de uma multiplicidade de recursos existentes e oportunidades disponíveis deixa-se marcar pela cultura do desencontro. O que causa perplexidade é que o individualismo penetrou no coração humano, inclusive dos cristãos, e esses deixaram-se seduzir pelos compassos da sociedade moderna, que os colocam na contramão do Evangelho.

Assim, o que nos interpela é a motivação para tais desencontros visto que pairou uma nuvem dos desencantos pela realidade do outro, sobretudo, do mais pobre, e consequentemente um conformismo com a realidade sem motivação alguma na busca por soluções diante de cenários desanimadores. Dá-se razões a mesquinhez do dinheiro que gera equivocadas prioridades sociais sem nenhuma sensibilidade humanística, incompetência antropológica e a incapacidade de ser e viver a solidariedade.

É com olhar nesse panorama mundial, conhecedor dos desafios de uma realidade multicultural, que o Papa Francisco, sendo Sucessor de Pedro, nas linhas ousadas da profecia chama a Igreja para que corajosamente exerça sua missão de anunciar a todos, indiscriminadamente, a alegria do Evangelho.

Dando voz e nos compassos do Papa, nossa Comunidade Paroquial vem se empenhando para despertar no coração dos fiéis a urgente necessidade de proclamar o Evangelho em missão, sobretudo, ecoar na consciência cristã os apelos dos mais pobres e sofredores. Deus nos convoca, pelo cuidado pastoral de Francisco, para uma “Igreja em saída”, onde portas ficam abertas para acolher e, ao mesmo, tempo, pronta para ir ao encontro do outro, capaz de chegar às periferias humanas.

Todo fiel cristão, à luz do Evangelho, é intimado a assumir sua dívida com a missionariedade. É uma sensibilidade eclesial que precisa ser reavivada e mantida, recordemos que a Igreja nasceu missionária. A responsabilidade de cada um por todos é uma exigência e um princípio fundamental no processo de cicatrização e superação de inúmeros desencontros que causaram chagas.

Cada um deve contribuir, decisivamente, com o anúncio da Palavra que cura o mundo de suas patologias individualistas, das chagas dos desencontros e, por meio de um esforço pessoal, investir, permanentemente, na cultura do encontro.

A oportunidade de realizar a missão, como cultura do encontro, reacende a chama do Espírito em nós e nos leva a trilhar o caminho para reabrir as portas para um sério e fecundo sentido do ser Igreja, não apenas entre aqueles que estão em seu interior e em torno a nós, mas também com os que estão distantes.

Por isso, a Paróquia necessita de homens e mulheres que superam o medo que vem da rigidez conceitual estéril e se sentem renovados, para vivenciar não uma mera conservação mas sim o novo como discípulos de Jesus Cristo. Crianças, jovens e adultos que compreendam uma “Igreja em saída”, em estado permanente de missão na prática do Evangelho, sempre Boa-Nova.

Temos enquanto família paroquial um longo caminho que precisa ser trilhado de forma comprometida e permanentemente. É preciso no trilhar da história fazer com que a cultura do encontro fecunde nosso coração, nossa comunidade e nos torne mais irmãos.

Com todo afeto, abençoa-vos, vosso Padre,
Pe. Efferson Andrade

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