Em tempos de pandemia, contribuir com o dízimo se revela também um ato de solidariedade

O dízimo é, antes de tudo, um compromisso de fé e de amor com a comunidade, onde vive-se o espírito da partilha e da doação, fundamentados no mandamento do amor, centro do Evangelho. O bispo de Santa Cruz do Sul, dom Aloisio Dilli, comenta que o dízimo é também um sinal concreto de amor e gratidão a Deus pelos dons que recebemos, sobretudo, pelo seu imenso amor que nos quer participantes de sua vida.

Em tempos de pandemia, a prática de se contribuir com o dízimo se revela também um ato de solidariedade e amor a si e ao próximo. “O compromisso do dízimo não é uma obrigação moral ou jurídica, mas um gesto de amor. É uma oração silenciosa, porque esse amor se dirige a Deus. É também um recado à comunidade, como que dizendo: pode contar comigo, pois eu fiz uma opção de participar, uma conversão por amor e para o amor”, afirma dom João Bosco, bispo de Osasco (SP).

E como contribuir diante de um período de isolamento social? As arquidioceses e dioceses do Brasil criaram algumas formas para ajudar a sensibilizar os fiéis sobre a necessidade de devolver o dízimo, neste período de pandemia, com as igrejas fechadas.

A Cacilda Medeiros, assessora da arquidiocese de Natal, explicou que por lá foram publicados cards nas redes sociais da arquidiocese, em dias alternados, para ajudar a sensibilizar os fiéis sobre a necessidade de devolver o dízimo. “Geralmente, as paróquias divulgam, especialmente nas redes sociais, números de conta bancária para os fiéis fazerem transferência”, disse.

Ela também contou que há paróquia que está com horário de expediente reduzido, na secretaria, para que os fiéis possam ir lá fazer a devolução do dízimo. “E há também paróquia que os agentes da Pastoral do Dízimo vão à casa dos dizimistas, devidamente protegidos”, disse.

Em Vitória, no Espírito Santo, a Maria Cristina Garcia, membro da Pastoral dos Nômades, frequentante da Paróquia São Pedro, contou ao portal da CNBB que combinou junto à coordenação do dízimo de sua Paróquia para contribuir via débito automático. “Não é difícil. Eles encaminham via e-mail um formulário que apresentamos no Banco e autorizamos”, disse.

A arquidiocese de Vitória disponibilizou em seu site uma lista com informações sobre como contribuir com o dízimo em algumas paróquias.  Além da opção de fazer transferência bancária, também é possível, em muitas delas, fazer a contribuição por meio de aplicativos. Confira (aqui)!

A arquidiocese de Porto Alegre, juntamente com a Cáritas, criou um site para dar continuidade ao recebimento do dízimo e, consequentemente, ao trabalho de solidariedade desenvolvido pela arquidiocese, em tempos de coronavírus. No site, a colaboração pode ser feita em duas modalidades: boleto ou cartão de crédito e, ainda, transferência bancária para a conta da arquidiocese. Acesse o site (aqui)!

Fonte: CNBB

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